Brasil Game Show bgs

Published on October 12th, 2012 | by

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Missão BGS 2012: Relatório especial da Gamerset

Autor: Felipe do Vale (agente especial da Gamerset)

Começou hoje a Brasil Game Show 2012, maior feira de games da América Latina. Todos os preparativos apontavam para uma edição grandiosa do evento e a expectativa tem sido alta desde o começo.

Nesse primeiro dia de feira, aberto para a imprensa, pudemos nos familiarizar com os stands, personalidades e lançamentos. Um dia só é muito pouco para assimilar tudo, pois temos lançamentos de jogos, de console, campeonatos e muito networking. Se puder comparecer mais de um dia, compareça!

Grandes distribuidoras se misturam com startups e personalidades do Youtube. Lançamentos como God of War Ascension dividiam atenção com títulos brazucas como Favela Wars. Realmente a feira é uma injeção de novidades e perspectivas.

Para quem pensa em adentrar na área de games, o evento pode ser um bom termômetro. Sua intenção pode ser simplesmente distribuir gameplays ou ser um produtor independente, lá você encontra seu público e seus semelhantes. Converse, absorva informações, ganhe contatos e adentre nesse universo.

Afinal, já somos o quarto maior mercado consumidor de games do mundo, segundo a PwC, e todos olhos estão voltados para nós, vide os inúmeros lançamento que já saem legendados/dublados para nossa língua e as fábricas de consoles que se instalaram por aqui.

Nosso primeiro contato foi com Metal Gear Rising Revengeance, da Konami. Seguindo os passos de Resident Evil, a franquia muda seu foco para a ação. Fãs mais saudosistas da série podem estranhar a falta de furtividade, mas é muito prazeroso fatiar tudo com a espada de Raiden! Criar combos impressionantes é muito simples, devido sua jogabilidade fluida e os gráficos são um show à parte. O game promete agradar boa parte dos fãs de Metal Gear e conquistar novos adeptos também.

Em seguida batemos um papo com o Thiago Ribas do Game Over, que pretende expandir e fechar parceria com a Band para transmitir o programa para rede Nacional. Ficamos aqui na torcida para que isso aconteça!

Thiago Ribas (Game Over)

Conversamos também com o pessoal da Gametel que está importando para cá o controle sem fio para smartphones, o que facilita demais na jogabilidade. Alguns games exigem comandos que não ficam muito bem em telas touch, porém com esse acessório a experiência de jogar pelo celular ou tablet se transforma em algo muito mais divertido. Com um alcance de 10 metros e ótimo tempo de resposta, deve cair nas graças do público em breve.

Depois de passarmos por stands como Baixaki Jogos, Action Prima e Favela Wars (mais infos sobre esse jogo brasileiro num review em vídeo, ok?), rumamos para jogar o já comentado aqui no portal Resident Evil 6. Infelizmente não conseguimos tempo para experimentar outros lançamentos da Capcom como o novo Devil May Cry e Lost Planet 3. Pelo que pudemos serão jogos que vão dar o que falar, devido suas filas imensas e a boa impressão passada por que conseguiu joga-los. E sim, ver o novo Dante durante um gameplay é estranho, porém o jogo não perdeu seu ritmo alucinante.

Durante o evento, rolam campeonatos de PES 2013 e FIFA 2013. Esse talvez seja o embate maior do evento, com stands grandiosos e diversas atrações para atrair o público. Experimentando os dois games, não consiguemos chegar a um concenso. Talvez o Fifa mantenha o altíssimo padrão de qualidade que atingiu na versão 2012, mas o Pes finalmente acordou e se apresenta como uma ótima opção também.

FIFA 13

 

No stand da 2Kgames jogamos Borderlands 2 e NBA2K13. O primeiro segue como um dos principais fps do mercado, com seus belos gráficos em Cel shading, sua jogabilidade interessante e diversos novos recursos. Já conhecido e sempre bem recebido NBA2K consegue melhorar ainda mais a experiência de se jogar basquete nos games, com gráficos maravilhosos, jogabilidade simples e torcida empolgante! Sim, fifa e pes poderiam observar melhor este aspecto, pois no jogo da 2Kgames a torcida parece ter vida própria e reage muito bem a partida.

No stand da Sony estavam guardadas as melhores surpresas, afinal estavamos empolgadíssimos com a possibilidade de conhecer o novo God of War e o Playstation All-Star Battle Royale. Mas muitas outras boas opções apareciam por lá também, como o lançamento de Little Big Planet Karting e os já conhecidos Uncharted, ICO e Shadow of the Colossus.

Passada a euforia de simplesmente ver tais games rodando na nossa frente, enfrentamos as filas e fomos para a jogatina. God of War Ascension é maravilhoso. Apesar do single player se mostrar já envelhecido, nunca enjoa executar combos maravilhosos e destroçar inimigos gigantes. O nível de detalhes nos gráficos merecem, como em todo novo GoW, destaque. E o áudio do game continua sendo marcante. Mas o que todos estavam curiosos mesmo era pelo seu multiplayer, novidade na série. E aquele único pé para trás com a série se dissolveu rápidamente. O gameplay online é divertido e viciante! Dois grupos se encontram num cenário e devem recolher 5000 orbs vermelhos (clássicos da série) . As maneiras para chegar a tal número são váriadas: com os tradicionais baús,  matando seus inimigos ou conquistando a chance de enfrentar uma espécie de chefe do cenário, que garante mil orbs.

Teremos opções de personalização dos guerreiros e os cenários são grandes, com portais de teletrasnporte e itens para melhorar seu personagem. O modo segue o clássico se-morreu-da-respawn-num-ponto-aleatório, o que garante a dinâmica do game. Realmente ficamos empolgados com o lançamento desse novo GoW.

Para jogar o Playstation All-Star Battle Royale você precisa de desprovir de todo preconceito possível. Afinal, não soa nada coerente Kratos lutando com Nate Drake e muito menos com o sackboy de Little Big Planet. Mas acredite, é divertido! Apesar de ser uma releitura sonysta de Super Smash Bros da Nintendo, o game tem seus méritos. No começo a jogatina confunde um pouco, mas depois de pouco tempo já acostuma. É interessante a exploração do cenário e todas possibilidades criadas. Por si só o carisma dos personagens já nos convida para uma jogatina e se você tinha receio de joga-lo, repense sua opinião. Nem só de idéias originais se faz um bom game. Mesmo com uma fórmula pronta, podemos apontar que o jogo esta muito bem acabado, com gráficos, sons e jogabilidades interessantes e pode sim conquistar um bom público. O jogo conta, além dos personagens da franquia, com alguns third-parties como o Big Daddy de BioShock.

Ainda sobre o  mundo da Sony, podemos destacar diversos lançamentos par ao Vita, mostrando a preocupação da empresa com seu portatil que não anda lá muito bem das pernas. Podemos jogar alguns games e o que podemos dizer do aperelho é que a tela touch funciona muito bem, sua resolução é maravilhosa, os botões funcionam super bem, porém tivemos alguns problemas com a alavanca analógica direita, que fica muito próxima do botão “x”.

Já a Square-Enix deixou os fãs de Tomb Raider com água na boca de tanta vontade de jogar o novo game da musa, porém só o trailer foi exibido. Em seu stand, Sleeping Dogs e Hitman Absolution tomavam quase toda atenção. O segundo, aliás, parece bem promissor. Faremos sua análise em outro dia da feira, pois não conseguimos joga-lo.

Outro grande lançamento superou as expectativas e mostrou que um fps pode ir além da ação desenfreada: Dishonored, da Bethesda. Ação furtiva ou desenfreada, dardos contaminados ou magia… o game nos dá muitas opções de jogo e conta com um dos melhores gráficos dessa geração. Com sua ambientação meio noir e um misterioso personagem, tem tudo para concorrer ao GotY de 2012.

Outro stand muito concorrido foi o da Actvision, com ótimos games como 007 Legends e o tão aguardado Call of Duty: Black Ops 2. Mais uma vez tivemos que deixar para o próximo dia de feira, pois as filas eram enorme. Pelo pouco que vimos, segue o clima cinematográfico dos outros Cod e o multiplayer cativante como sempre.

Ficamos devendo também uma passadinha no stand da Ubisoft para experimentar o tão badalado Assassins Creed III, mas amanhã não deixaremos passar!

Outro grande momento na feira foi quando experimentamos o novíssimo Nintendo Wii U. O console, sem data definida para chegar ao Brasil, aposta no seu controle/gamepad que maximiza a experiência dos jogadores, dando diversas opções novas aos gameplays. A ergonomia do controle, apesar de seu grande tamanho, é muito boa. Ele é leve, encaixa bem nas mãos e possui botões de gatilho na parte traseira.

Experimentamos primeiro um jogo que faz parte do pacote NintendoLands, que deve acompanhar o console. Após calibrar o gamepad, assumimos o papel de um ninja que deve atirar suas shurikens nos inimigos. Usando a tela touch do controle, miramos e deslizamos os dedos para executar tal função, tendo um alto grau de precisão na tela.

O segundo jogo game foi o New Super Mario Bros U,  onde um jogador assumiu as tarefas do Mario e o outro, no gamepad, cria plataformas para ajudar o desenrolar da fase. É um multiplayer divertido.

Jogando outro jogo do pacote NintendoLand pudemos ver como a criatividade dos desenvolvedores pode gerar bons frutos para o consle. No game,  até quatro personagens andam por diversos cômodos de uma casa escura, portando apenas uma laterna. Um quinto player assume o papel de um fantasma,  que não é visto na tela pelos outros usuário, apenas no gamepad dele mesmo. O objetivo do jogo é o fantasma desmaiar todos os outros usários ou os jogadores “queimarem” o fantasma com suas lanternas. Uma idéia simples e um experiência muito interessante. O leque de possibilidades com o console ainda esta em processo de desbravamento, mas podemos prever grandes jogos para o console. A única critica, talvez, seja o seu poder gráfico, que apesar de ainda não totalmente explorado, não demonstra ser um concorrente direto das futuras versões de Playstation e Xbox.

Para finalizar demos uma passandinha no stand da Tv Globo, que exibe a Evolução do VideoGame, apresentando consoles antigos, games que marcaram época e recontando a história que muitos de nós vivemos.

Faltaram também a analise do promissor Halo4 da 343 Industries e o empolgante Injustice Gods Among , distribuido pela Warner Brothers Games e que parece ser um ótimo game de luta que coloca cara-a-cara os heróis e vilões da DC.

Como dissemos no começo, um dia só é pouco para a feira. Ficamos felizes de ver o mercado brasileiro aquecido, de encontrar tanta gente bacana e experimentar tantas novidades. E olha que a BGS esta só começando!

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